O coração da cidade é o Centro.
O Coração. Órgão vital.
Todo mundo passa pelo Centro. O mundo todo passa pelo Centro.
Pelo Centro passam todos, pelo Centro passaram, pelo Centro passarão; pelo Centro passarinho!
Correm pelo Centro as notícias em mídias ou no boca a boca. Notícias do Centro. O Centro das Notícias, das notoriedades e das notificações.
Pelo comércio vem o ICMS, ISSQN e IPTUs. Há no Centro sempre algo de novo e algo de secular: efemérides, janelas, marquises, telhados, entalhes, platibandas, pisos, degraus, ruínas, guarda corpos, corrimãos, mobiliários urbanos, mudança no tráfego, meiáguas, portais, colunatas, gradis, balaústres, luminárias, escadarias, frontões, letreiros ,ruas, becos, passeios, torres sineiras e detalhes salteados. Saltados aqui, ali e alhures. O Centro é cenário e atmosfera da sua e da minha e das nossas “arquigrafias”. Das suas e das minhas Urbanografias. Explico: nossa maneira peculiar de entender e contextualizar espaços e espacialidades, construídas ou não construídas, corpo aberto ao ar livre, cenários e paisagens, sky line e perspectivas; vivenciados e comentados, nunca repetidos e nunca esquecidos para sempre apreendidos.

Quanta coisa!
Vamos embarcar em breve em nossa nau errante, meus senhores e minhas senhoras leitores navegantes!
A nossa barca e tripulação Urbanauta a percorrer e a discorrer mas, sobretudo a refletir sobre o passeio sobremaneira sobre os possíveis roteiros, ‘navegar é preciso”
seja em cicatrizes, remendos, palimpsestos nas fachadas e sudários nas passadas do passado, de outrora. Do passado impulsionador do futuro, seja no presente vívido de memórias, lembranças e nostalgia, ou expectativas e ansiosas experiências inerentes e concretas, seja no ato presente de descobrir-se presente e presentear com regalos de alegrias. Alegria!
No Centro existe ofertas de toda ordem e de toda sorte!
O Centro ainda pulsa! Com casarões de antigamente, reminiscências de um tempo onde o uso residencial foi recorrente. Onde pontificaram e prontificam profissionais.
Com fachadas inteiras escondidas por apliques standartizados que mais enfeiam que enfeitam.
Com uma rua inteira de fachadas imponentes recobertas de variados “quebra sóis”, sim os brises soleils do franco suíço Le Corbusier foi lição bem aprendida e colocada em prática na Rua do Sol, Maceió.
Com torres sineiras em momentâneo silêncio e recobertas por embrechados azulejos azuis e brancos e até cacos de louça, que dariam orgulhoso gosto ao catalão Antoni Gaudí.
Com árvores seculares a prover a sombra nova de cada dia.
Com seus largos: Martírios, Deodoro, Pedro II, Montepio, Palmares e Sinimbú entre árvores, bancos e estátuas de vultos de nossa terra.
O Centro de Maceió é um mosaico de temporalidade ( s).
O Centro é quente e tem frescor.
É o Centro sob a ótica de quem o vê. O Centro é.
É o Centro! Estar no Centro , ir ao Centro e existir.
Existe como uma colagem dadaísta; como uma colcha de retalhos; é o patchwork dos americanos do norte neste 4 de julho; tal qual uma cena surrealista protagonizada por alguns transeuntes e por vários usufrutuários;
É centenário, antigo, moderno, novo, contemporâneo.
É saudade e futuro promissor.
É o Centro dos aplicativos e da IOT ( internet das coisas).
O Centro é sobretudo vida e composto por vidas. Ganha pão. Regateio. Frequência. Novidade.
O Centro é democraticamente de todos. Todas as alternativas. Todas as tribos.
O Centro é o coração da cidade. Você estimado leitor é o coração latente do Centro.































Respostas de 2
Senti meu coração bater mais forte pelo centro!
Parabéns Roberto, por tamanha energia!
Obrigado, Aída! Vossa gentileza estimulante serve como inspiração e combustível.