Há na nomenclatura das ruas e logradouros em Maceió, um que de silente apagamento dos nomes que deveriam ser celebrados, posto que escolhidos foram para significar, representar e aludir.

Sinal dos tempos que vivemos recordistas de velozes informações que se dissipam antes da potencial assimilação.

A cada fato ou narrativa, a sobreposição fatigante e ligeira deixa alguns sem o devido questionamento numa perspectiva ilógica sem linhas de fugas, nem altura definida do observador.

Não cabe dizer dos prejuízos causados pelas hipocrisias do doutrinamento. Não cabe mais apontar o certo ou o duvidoso. Não há legitimação da idade das certezas. Entre o “Sei que nada sei” do grego Sócrates e o “Tudo que é sólido desmancha no ar” do estadunidense Marshall Berman, existe um espaço agigantado por séculos, bem como a transformação de uma sociedade que não atenta nem atende. O avanço dos anos, das mídias e principalmente das táticas de encucamento e domínio tem sido vísceras expostas à exaustão.

Quem foram as pessoas homenageadas ou escolhidas? O que faziam? Por que tiveram alguma relação com o lugar? Como alguém pode ter sido quem estimulou a escolha?
Onde estão as informações sobre? Por que existe uma tendência a reforçar os mesmos? Quais os credos? A cor de suas peles? Os princípios que exaltavam ou combatiam?

Essa semana, caríssimos urbaNAUTAS, li no CNN Brasil que o país detém um significativo número de denominações de espaços públicos e que houve aumento de logradouros no país, fazendo crescer em torno de 31% esses espaços entre censos de 2010 e 2022. De acordo com a informação do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta última sexta-feira (7/06/2024), o Brasil conta já com 13.854.931 avenidas, praças, ruas, becos, vielas e demais logradouros em áreas urbanas e também em áreas rurais.




Em nossa terra tão decantada, onde vaga a sedimentação de todos os nossos valores? Haverá mais de uma identidade Das Alagoas? Teremos Alagoaneidade para dar e para vender?
O que pensam vocês, amáveis leitores?

Seus nomes ficaram e as suas ideias onde foram parar?
Onde estão a prosperar?
Onde foram parar!
Por que pararam?
Maceió, Das Alagoas,
terça feira, 11 de junho de 2024
Ensaio dedicado aos enamorados que
sob os auspícios da verdadeira arte de amar,
seguem amando .
Fotos: RCF
Texto: RCF






























Respostas de 12
Publico com atencioso agradecimento, o comentário do amigo Cícero Soares, recebido via whatsapp:
“Bom dia meu caro amigo, belas memórias, jamais poderemos esquecer!”
Querido Robertinho, com o corre-corre em que me encontro esqueci de deixar um comentário aqui quando li, e realmente é preciso dar valor aos verdadeiros valores e limpar nossas praças e praias de tanta plasticidade … adorei seu resgate! 😘
Aída, bem querida,
Agradeço a vossa fala, enquanto reforço ao pensamento de cuidar do espaço público e principalmente do acervo a céu aberto, que possibilita afirmar nossa identidade ou agentes que colaboraram para essa consolidação, seja no contra ponto ou na adequação. Sendo perenes até aqui, que se perpetuem o cuidar e valorar! Beijo Bob.
Temos que homenagearJorge de Lima o maior alagoano de todos os tempos.
Verdade mesmo, Márcio, Jorge de Lima e sua obra nos diversos campos da poesia, prosa e artes plásticas merecem ser conhecidas e reconhecidas cotidianamente.
Não foi a toa que recebeu o título de “Príncipe dos Poetas”.
O mundo mudou… e onde essas idéias foram parar? Será que ainda prosperam? Já não creio. Hoje corremos atrás do vento… sem destino… a tecnologia à tudo sobrepuja, ela deixa ultrapassada a razão humana. Temos agora a tão famigerada IA. O que fazer? É muita velocidade… talvez um foguete supersônico consiga acompanhar… e nós, seres normais, naturais? Estamos a vislumbrar as coisas, as teorias, as conquistas tecnológicas. Nossas turbinas não acompanham tal velocidade. Alguns até tentam, mas sempre são pegos de surpresa por alguma inovação. Continuemos… sem parar… agora não dá mais… não podemos perder velocidade. Belo texto amigo👏👏👏👏
Como se adequar a tantos giros? Como ser ao mesmo tempo tão antenados e tecnológicos?
Onde andará o ser humano na razão certa do existir?
São tantas equações… Obrigado, amigo Eduardo, pelas vossas sempre pertinentes considerações!
A bicicleta permite ao viajante passeios a uma velocidade capaz trazer memórias afetivas através de reminiscências. Sábado experimentei essas reminiscências quando pedalava por bairros de minha infância e juventude, quando transitava pela praça do Rex, Rua da Praia, Av. da Paz, Rua do Sol, Av. Dr Antônio Brandão e tantos outros logradouros que perderam essa identidade, essa outrora sentimento de pertencimento com a mudança de nome e suas características. Que sentimento é esse de não conservar o passado, sua historia, sua cultura e seu significado? Quantos de nós não perdemos nossas identidades urbanas ao mudar o nome ? A identidade da cidade está contada nos logradouros, nas praças, nas ruas onde vivemos nossa história, nossa vida e sua conservação é primordial para a manutenção dessas memórias. Parabéns por sempre nos trazer a memória o passado e o presente em textos vivos, aos seus seguidores…
Eu sempre fã, abrs
Aída, bem querida,
Agradeço a vossa fala, enquanto reforço ao pensamento de cuidar do espaço público e principalmente do acervo a céu aberto, que possibilita afirmar nossa identidade ou agentes que colaboraram para essa consolidação, seja no contra ponto ou na adequação. Sendo perenes até aqui, que se perpetuem o cuidar e valorar! Beijo Bob.
Grande companheiro Mário, fico feliz com vosso comparecer e dignos comentários que nos reforçam o pensamento e o agir; é o tempo do compassar, da observação que promove em nossos sentimentos e sentidos, a correta forma de absorver e recarregar nossas memórias. Damos tanto valor a esses momentos, como damos ao alimento. É necessário! É vital! Agradeço sobretudo por poder dizer que também sou vosso fã. Abraço fraterno e forte, amigo!
Bela bandeira levantada pelo amigo. Se as autoridades não fizerem algo, além dos nomes, o risco dos próprios monumentos sumirem!
Parabéns, pela ótima crônica!
Forte abraço!
Mister John! É sobre a responsabilidade de todos com a memória, aos gestores, mais ainda.
Os exemplos estão sendo esgotados e os novels exemplares parecem parecer
de gosto duvidoso. Que a bandeira siga hasteada!
Obrigado pela atenção e forte abraço!