Os tradicionais pontos de venda de livros e discos usados em Maceió vão finalmente passar por uma revitalização. Os alfarrabistas do corredor cultural, localizado na rua Dr. Pontes de Miranda, no bairro do Centro, começaram a desocupar o passeio. Na segunda-feira (19), a Prefeitura de Maceió deve iniciar o processo de remoção das bancas. Segundo informação local, a previsão é de que a execução das obras dure cerca de três meses.
A área vai contar com reestruturação da calçada de pedestre e instalação de alfarrábios novos. As bancas ficarão lado a lado, sem espaço entre elas, o que deve evitar acúmulo de sujeira. O local receberá identidade visual multicolorida. Os serviços deverão ser realizados pela Secretaria Municipal de Segurança Cidadã (Semcs) e pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Maceió (Iplan).
De acordo com o alfarrabista, Jailson Alvim, durante a reforma, as vendas devem continuar na calçada lateral da Assembleia Legislativa do estado. “Tive que alugar uma sala no Centro para guardar o meu material. Nesses três meses, ficaremos na outra calçada da Assembleia, aquele do lado da Biblioteca Pública, trabalhando e esperando a conclusão do serviço”, explicou.
Em 2023, não havia previsão de projetos para a área segundo a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb). Neste mesmo ano, os alfarrabistas se uniram para o conserto da via pública. Eles nivelaram a calçada e fecharam os buracos que tomavam conta do passeio. Durante o primeiro mandato do ex-prefeito Rui Palmeira, foi iniciado um projeto de reforma, em parceria com o curso de arquitetura do Centro Universitário Cesmac. O planejamento não foi adiante.
A instalação das bancas na calçada do paredão da Assembleia está garantida pela Lei Municipal nº 4.454, de 11 de outubro de 1995, que disciplina sobre pontos comerciais em áreas públicas de Maceió. De acordo com a legislação, somente no passeio público, entre a rua do Imperador e a ladeira Manoel R. de Azevedo, onde está localizado o corredor cultural, é permitida a instalação de equipamentos, que comercializem publicações usadas. Os alfarrábios existem há mais de três décadas.
*Matéria sujeita à atualização





























