quinta-feira, 14 de maio de 2026 – 06h35

Carnaval e Poesia: AAL celebra festa do Rei Momo com tributo a Setton Neto

Evento carnavalesco ocorre nesta quarta-feira (26), a partir das 9h, na sede da instituição em Maceió
O icônico Rei Momo de Maceió, Setton Neto - Foto: Foto: Reprodução/HistóriaDeAlagoas

Cultura, tradição e folia se unem para celebrar o carnaval. A Academia Alagoana de Letras (AAL) abre as portas da Casa Jorge de Lima para o evento “Carnaval e Poesia”, num tributo ao icônico Rei Momo, Setton Neto. Com programação extensa, a expectativa é de grande público presente. “Espera-se uma fluência muito boa de pessoas. De amantes da literatura, poesia e música”, disse o presidente da instituição, Rostand Lanverly. O encontro da cultura carnavalesca na literatura ocorre nesta quarta-feira (26), a partir das 9h, na sede da AAL, localizada na praça Sinimbu, no Centro de Maceió. 

A festa promete muita animação, com recitais, leituras, bloquinhos, músicas e contação da história da mulher da capa preta. “Para uma instituição ser séria, ser prevalente, chegar ao público, ela não carece ser fechada, um verdadeiro casulo. A Academia Alagoana de Letras hoje é um instrumento para levar cultura e literatura aos rincões da sociedade e de nosso estado. Ela um instrumento de levar informação, não somente aos menos jovens, mas também aos mais jovens”, explicou Lanverly.

A homenagem ao Rei Momo de Maceió, Setton Neto, resgata a memória do carnaval de Alagoas. “Setton Neto é espelho, paradigma. Nada mais justo do que resgatarmos esses grandes nomes. No próximo ano, a diretoria da academia já elegeu Edécio Lopes como homenageado. Nós procuramos resgatar aqueles que fizeram história e que são história. Tudo o que for oferecido a Setton Neto, por sua alegria, por sua singeleza, por seu peso em todos os sentidos, é pouco”, completou o presidente. 

Muito além do carnaval

Além das reuniões regulares da AAL, os eventos promovidos pela instituição maior das Letras de Alagoas se estendem ao longo do ano, com diferentes pautas. “A ideia é continuar produzindo. Não somente nessa cidade. Como o projeto ‘Livros que Libertam’, o maior projeto de ressocialização dentro de presídios em Alagoas, quiçá no Brasil, com documentário em rede nacional de televisão. Já foram inauguradas várias bibliotecas em presídios de segurança máxima no estado, como a do presídio do agreste, na semana passada”, ressaltou o acadêmico.

A iniciativa faz parte da união de forças de seus 40 membros imortais. “Uma coisa fundamental na Academia Alagoana de Letras, é que não existe o ‘eu’. Evidentemente eu sou o primeiro entre iguais, ou seja, dos 40 sócios, eu sou o presidente, mas entre iguais. Nós somos o ‘nós’. Não se pode dizer ‘o Rostand fez’, mas ‘a academia fez’. Quando vamos postular alguma coisa, vamos em equipe. Isso mostra a fortaleza do nosso grupo. Pessoas com jovialidade de ideias”, enfatizou Lanverly.

 

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