sexta-feira, 15 de maio de 2026 – 19h06

Complexo Cultural abre 7º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Alagoas

Evento tem início nesta quarta-feira (6) com obras de 45 artistas brasileiros
Foto: Lula Castello Branco / Agência NC
Jhonyson Nobre, durante montagem da instalação 'Negro demais pra ser querido, branco demais pra ser amado', do 7º SACA Foto: Lula Castello Branco / Agência NC

O 7º Salão Nacional de Arte Contemporânea de Alagoas (SACA) tem início nesta quarta-feira (6), às 20h, no Complexo Cultural Teatro Deodoro, no Centro de Maceió. O evento traz mais de 40 obras de arte contemporânea de 45 artistas brasileiros, entre pintura, grafite, desenho, design, fotografia, escultura e instalação. Em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e Economia Criativa de Maceió (Semce), a exposição tem curadoria dos artistas plásticos Fredy Correia e Ana Cahú e segue aberta ao público até sábado (30), com entrada gratuita.

Os preparativos tiveram início nesta terça-feira (5). A mostra ocorre nos dois andares do Complexo Cultural. O artista visual Jhonyson Nobre falou da expectativa de participar novamente do SACA. “Eu  estou muito animado. Acho que o SACA é um espaço muito legal para conhecer novos artistas. Vou fazer ainda dois anos de carreira em novembro deste ano, marcando a minha primeira exposição, que foi em novembro de 2021. Tem muitos artistas incríveis, artistas que estão inaugurando no Salão de Artes. É um ótimo lugar para conhecer e acompanhar a cena de arte contemporânea de Alagoas”, disse Jhonyson Nobre.

Em 2022, na sua primeira participação no SACA, ele trouxe a tela “Gestação do Inconsciente”, com técnica de pintura mista. Este ano, Jhonyson vem com a instalação “Negro demais pra ser querido, branco demais pra ser amado”, que apresenta 24 silhuetas de coração anatômico, cortadas sobre madeira, em pintura acrílica.

“Quando eu montei esta instalação, eu quis tratar sobre o meu reconhecimento como pessoa negra e como é difícil, como criança negra, receber afeto de outras pessoas. Quando eu fiz 24 anos, eu montei esta instalação por conta de uma música do [grupo] Baco Exu do Blues, que se chama ‘Autoestima’. Montei, com essa criança negra que tem o olhar de desconfiança sobre esse possível afeto, que vai imprimindo esses símbolos de ancestralidade, os corações e os Adinkra, que são símbolos africanos, que significam várias coisas, como resistência, autocuidado”, explicou o artista, que já expôs no Salão Internacional de Arte Contemporânea, no Carrousel Du Louvre, em Paris, em abril de 2022.

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