O Teatro de Arena Sérgio Cardoso esteve em noite de celebração ao som refinado da música de câmara. Nas comemorações dos seus 51 anos de fundação, os ritmos clássicos se misturaram ao reconhecimento dos agentes estratégicos de apoio à cultura em Alagoas. O “Prêmio de Reconhecimento Cultural Teatro de Arena Sérgio Cardoso”, iniciativa da Diretoria de Teatros de Alagoas (Diteal), foi entregue a sete grandes nomes de atuação e promoção artística no estado.
Figuras como Ronaldo Lessa, vice-governador de Estado, que instituiu, em 2002, o Dia Alagoano do Teatro; Zeza do Coco, estandarte do gênero musical do pandeiro e batida dos pés; MC Tribo, artista educador da banda de Hip Hop “Favela Soul”; Mauro Braga, ator e diretor, com 50 anos de carreira teatral; Clube do Jazz Maceió, consagrado grupo de jazz alagoano; Márcio Brebal, produtor cultural, e Natasha Wonderfull, ativista LGBT e artista do grupo TransShow, foram homenageadas com a premiação.

O prêmio – entregue pelas mãos de Sandra Menezes, presidente da Diteal, e Alexandre Holanda, diretor artístico cultural da instituição, sob comando da mestre de cerimônia, a jornalista Liara Nogueira -, reconhece o papel das iniciativas culturais e da diversidade artística no estado. Alexandre Holanda ressalta a importância da premiação no fortalecimento da cultura e no fomento à arte em Alagoas.
“Celebrar os 51 anos de fundação do teatro de Arena não é uma festa de aniversário. É fortalecer um equipamento artístico cultural de grande relevância no estado de Alagoas. É estreitar os laços com a comunidade. Fazer uma programação como essa, que culmina com esta premiação, é reverenciar pessoas de grande importância na arte e na cultura, na produção, no fazer. Não só no talento de artista, mas de fazer a diferença, atuando em diversas frentes da produção artística local”, explicou Alexandre Holanda.
A noite foi aberta com a apresentação refinada da musicista e compositora, Laryssa França, que apresentou ao público, entre outros nomes, Chiquinha Gonzaga, Frédéric Chopin, Antônio Madureira, e a “Valsa do Improviso dos Anos”, de autoria própria. “É uma emoção incomensurável. Fico extremamente honrada em ter essa oportunidade. É muito importante para a cultura alagoana e para a nossa arte, que está florescendo cada vez mais”, disse a musicista sobre a emoção de abrir a noite de homenagem a nomes da cultura alagoana.

Para encerramento solene do evento, a Diteal trouxe o Quinteto de Cordas Alagoas, formado por músicos profissionais da Orquestra Filarmônica de Alagoas, que percorreu desde temas internacionais a raízes musicais brasileiras e alagoanas. O quinteto passeou por nomes como Eine Kleine, Karl Jenkins, Villa-Lobos, Guerra-Peixes, Alberto Nepomuceno, Claudio Soriano, Almir Medeiros e José Luann Veiga. O músico José Tavares Neto assinalou a significância do repertório.
“A ideia é que a gente consiga universalizar e trazer propostas, melodias diferentes. A ideia é trazer não somente os grandes temas internacionais, americanos e europeus, mas também outros compositores menos tocados, menos ouvidos, para que o público tenha esse acesso. E, obviamente, não poderia faltar a valorização daquilo que é regional, tanto compositores de renome, como Guerra-Peixe e Villa-Lobos, como parceiros do estado, que são nossos amigos em Maceió”, explicou o violoncelista.

As comemorações pelos 51 anos de fundação do Teatro de Arena Sérgio Cardoso aconteceram ao longo desta semana, com uma programação variada, que se iniciou na terça-feira (11) e se encerra neste domingo (16), com a apresentação da “Mostra de Dança Alagô”. Sandra Menezes ressaltou a importância do Arena no contexto dos teatros alagoanos.
“Acho que ter um Teatro de Arena nesta estrutura, que não é grande, mas abraça vários shows, é fundamental. Diferente do Deodoro, ele é mais aconchegante, mais direto, mais próximo ao palco, à arte. Então, eu acho o Teatro de Arena uma jóia deste espaço cultural de Alagoas”, destacou a presidente da Diteal.





























