O professor do Instituto de Ciências Sociais (ICS), da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Amaro Braga, publicou um artigo na renomada revista Literatura Foiro, a mais longeva publicação do gênero em Esperanto. O trabalho apresenta à comunidade esperantista uma análise sobre o impacto sociocultural da Turma da Mônica, de Maurício de Souza, um dos quadrinhos mais famosos do Brasil.
Intitulado “Turma da Mônica de Maurício de Sousa: Rakontado pri la plej fama brazila komiks-serio” (Turma da Mônica de Maurício de Sousa: Um relato sobre a mais famosa série de quadrinhos brasileira), o artigo aborda a trajetória e o sucesso do quadrinho e destaca o fato de a obra ter sido a primeira do tipo oficialmente traduzida para o Esperanto.
“A universidade deve ser um farol que lança luz sobre todos os mares, inclusive os mais inusitados. Publicar em uma língua internacional, como o Esperanto, é também uma forma de afirmar nossa produção cultural de maneira inclusiva e acessível”, destacou Amaro Braga. A publicação está disponível na edição nº 336, de agosto de 2025.
Editada na Suíça desde 1970, a Literatura Foiro é uma referência internacional nas áreas de literatura, música, teatro, cinema e política em Esperanto – língua artificial, criada pelo médico polonês L. L. Zamenhof em 1887, para ser um idioma universal neutro, que facilitasse a comunicação entre pessoas de diferentes nacionalidades.

“A universidade deve ser um farol que lança luz sobre todos os mares, inclusive os mais inusitados. Publicar em uma língua internacional como o Esperanto é também uma forma de afirmar nossa produção cultural de maneira inclusiva e acessível”, destacou o pesquisador.
Segundo Braga, que atua nas áreas de Sociologia e Antropologia, os quadrinhos oferecem pistas valiosas sobre valores, comportamentos e estruturas sociais. O texto integra uma série de estudos que o professor vem desenvolvendo sobre o mercado de quadrinhos no Brasil, com o objetivo de ampliar a presença da cultura pop nacional em espaços acadêmicos internacionais.
“Divulgar o que é significativo para o mercado editorial brasileiro, como a Turma da Mônica, também é uma forma de fazer ciência. É um processo de internacionalização do conhecimento. Por isso, precisamos buscar todos os espaços possíveis para levar a cultura brasileira ao mundo”, afirmou. A iniciativa conta com o apoio da Associação dos Pesquisadores em Arte Sequencial (Aspas).
Veja site da revista Literatura Foiro.





























