sexta-feira, 17 de abril de 2026 – 06h57

‘Ulla’, de Carlito Lima, conta a história de uma linda mulher na Maceió da década de 1950

Obra será lançada na sexta-feira (18), a partir das 17h, na Casa da Macaxeira, no Poço
Imagem: Arte/NC

Ambientado na Maceió dos anos de 1950, “Ulla”, novo romance do escritor Carlito Lima, narra a história de uma linda jovem, de mãe negra e pai holandês, que vem com a família residir em Maceió, após uma fatalidade ocorrida no município alagoano de Palmeira dos Índios. O lançamento ocorre na sexta-feira (18), das 17h às 21h, na Casa da Macaxeira, localizada na Praça 13 de Maio, no bairro de Poço. A praça é palco da vida da protagonista e berço de suas lembranças.

Carlito Lima é, por excelência, um contador de histórias. Seus personagens e cenários, reais e fictícios, contextualizam o tempo e o espaço, atravessando aspectos de miscigenação e cultura, resgatando momentos importantes de história, geografia, urbanidade e política, em lembranças de fatos marcantes, envoltos no tema central do romance.

Em “Ulla”, encontramos a descendência holandesa, de um fugitivo da Guerra dos Guararapes, junto às origens negras dos quilombos alagoanos e à presença húngara, de um capitão revolucionário democrata. Narrado do agreste de Alagoas ao litoral do estado, em Maceió, passando pelo Rio de Janeiro, a história de Ulla atravessa o Atlântico e chega à Europa. 

Os lugares se mesclam à narrativa romântica da obra, contada por meio das experiências de vida de Ulla, que encarna a coragem da mulher, consciente de seu poder feminino e de seu papel familiar. Livre de arrogância e vitimismo, Ulla guarda em si o segredo da beleza, que encanta os homens, os quais reconhecem nela autenticidade, inteligência, força e fidelidade à si mesma e às suas convicções. 

Praça 13 de Maio

Na obra, uma praça se torna elemento de contestação, de uma grande perda para a população de Maceió. A indignação é clara quando o Sesc-Poço, construído em 1957, ocupa o espaço da Praça 13 de Maio e destrói a área verde, que pertencia ao povo.

“Como deixaram construir a sede do Sesc em cima de nossa praça? Que absurdo é esse? Ninguém reclamou? Acabaram com a praça da minha vida! Como nossa comunidade deixou fazer isso? Quem deixou derrubar nossa mangueira? E a roda de samba?”, questiona Ulla, mostrando a sua coragem.

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