A expressão “Corpus Christi” significa, em latim, o “Corpo de Cristo”, a celebração da presença real de Jesus na Eucaristia. Para a tradição católica, a Eucaristia não é apenas simbólica, mas presencial e substancial de Jesus Cristo sob as espécies do pão e do vinho. Uma ocasião para adorar e venerar o sacramento que contém o próprio corpo e sangue de Cristo. A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século XIII, quando foi instituída pelo Papa Urbano IV em 1264, após as visões místicas de Santa Juliana de Cornillon e o milagre eucarístico de Bolsena.
A data é celebrada com missas e procissões. Os fieis decoraram as ruas com café, cal e pó de serra, desenhos simbólicos do catolicismo que representam a eucaristia. Com centenas de seguidores, a procissão saiu da Catedral Metropolitana de Maceió e seguiu por várias ruas do Centro da capital, nesta quinta-feira (30). Integrantes dos vários movimentos da igreja seguiram a procissão que teve, no percurso, três paradas para bênçãos: Igreja do Bom Jesus dos Martírios, Praça Deodoro e Antigo Arcebispado.

Para garantir a segurança dos fieis, o Departamento Municipal de Transporte e Trânsito (DMTT) e da Polícia Militar (PM-AL) montaram um aparato de segurança especial. Todo o acesso de veículos à região central foi interditado, das 14h às 20h, para a missa campal, às 18h, em frente à Catedral, na Praça Dom Pedro II.
“A Eucaristia não é símbolo, mas é presença real, o mais sublime sacramento, porque nos cura, nutre e sustenta. A Igreja vive da Eucaristia, a Igreja faz e celebra a Eucaristia, mas, ao mesmo tempo, é a Eucaristia quem faz a Igreja, pois é ela a fonte de comunhão, vida e missão. Sem Eucaristia, não há Igreja”, disse o arcebispo Dom Beto Breis, durante a homilia. E, apontando para a pintura do Santíssimo Sacramento, no teto da Catedral, lembrou da responsabilidade da Irmandade do Santíssimo Sacramento, na Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres, padroeira de Maceió. O grupo completará 200 anos em março de 2025.





























