A Autarquia Municipal de Iluminação Pública de Maceió (Ilumina) vai acender, nesta quarta-feira (16), o primeiro trecho de nova iluminação na orla do Pontal da Barra. O comando elétrico será acionado em cerca de 400 metros, a partir da ponte Divaldo Suruagy em direção a Jaraguá. A obra de iluminação da saída litorânea Sul prevê a instalação de 197 novos postes, além de luminárias e projetores de LED, ao longo de toda a orla marítima da região.
Os equipamentos estão divididos em postes de 7 metros, com iluminação voltada ao passeio e ao gramado, e postes de 12 metros, feitos em fibra de vidro, mais resistentes à corrosão causada pela maresia, com potência luminosa de 250 W, direcionada à faixa de areia. Técnicos da Ilumina estiveram no local na noite de terça-feira (15) e realizaram os primeiros testes na rede.
A expectativa da autarquia, ao final da obra, é mudar a dinâmica noturna da localidade, impulsionando a ocupação do novo espaço de convívio, com a revitalização da área verde à beira-mar e a inserção de equipamentos públicos, como calçadão e academia esportiva pública.
Paisagismo da região sob polêmica
Durante as obras na Orla do Pontal da Barra, a Prefeitura de Maceió substituiu um trecho de restinga, vegetação nativa do litoral alagoano, por grama e blocos de concreto. A intervenção paisagística se dá em uma área de urbanização já desordenada, desde as décadas de 1970 e 1980, com a instalação da empresa Salgema, hoje a mineradora Braskem, responsável pela mineração que impactou e condenou o solo de cinco bairros de Maceió.
A retirada da vegetação de restinga levou o Observatório Ambiental de Alagoas (OAA) a protocolar ofício junto a órgãos públicos do Estado e da União, denunciando as ações do poder público municipal. O OAA entrou com um ofício na Secretaria de Patrimônio da União (SPU), no início de setembro. O documento também foi oficiado no Ministério Público Estadual (MPE), no Ministério Público Federal (MPF) e no Instituto do Meio Ambiente (IMA). As informações foram levantadas pelo portal Mídia Caeté.
A SPU instaurou um processo interno para proceder à apuração da denúncia contra a prefeitura da capital alagoana. A 66ª Promotoria de Urbanismo da Capital do MPE emitiu um comunicado informando que o MPF, a quem cabe a competência sobre a matéria, que requisitou informações ao poder público sobre as intervenções.
O pedido de esclarecimento do MPF foi endereçado ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Instituto do Meio Ambiente de Alagoas (IMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais (APACC), Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Instituto de Planejamento de Maceió (IPLAN) e ao Município de Maceió.





























