Os astronautas Barry ‘Butch’ Wilmore e Sunita ‘Suni’ Williams estão “presos” na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) há dois meses. A missão, que teve início em 5 de junho, deveria durar oito dias. Problemas na cápsula Starliner, da Boeing, impede o retorno dos tripulantes. A última previsão da Agência Espacial Norte-Americana (NASA) é de que a tripulação só deva retornar em fevereiro de 2025, a bordo de nave da SpaceX.
O retorno já foi adiado três vezes. Este foi o primeiro voo tripulado da cápsula Starliner. Falhas nos propulsores durante a acoplagem inicial na ISS e vazamento de gás hélio, utilizado para pressurizar os propulsores, levaram a Boeing a realizar uma cadeia de testes para entender o problema e propor soluções à NASA, a quem cabe a decisão final do meio pelo qual a tripulação deverá retorna a Terra. A agência está dando mais tempo à fabricante mundial de aeronaves para coletar dados. A definição só deve sair na semana que vem.
A NASA está em negociação preliminar com a Space X, de Elon Musk, para que a empresa deixe dois assentos disponíveis aos tripulantes da Boeing no próximo voo da cápsula Crew Dragon, denominada Crew-9, que recebeu a aprovação da agência para voos com astronautas em 2020. Se o acordo for fechado, os dois astronautas ainda permanecerão na ISS por mais cinco meses, prazo previsto para que a missão da Crew-9 seja realizada.
Há anos a Boeing tenta competir com a Space X o mercado de missões espaciais. Na quarta-feira (7), a NASA admitiu que os problemas com a Starliner podem ser mais sérios do que eles supunham a princípio.





























