A esposa do ex-presidente da França, Carla Bruni, protagonizou a cena mais comentada sobre a condenação do político, Nicolas Sarkozy, a cinco anos de prisão. Bruni, em atitude de protesto, aproximou-se de coletiva de imprensa e retirou a espuma protetora do microfone do portal de notícias Mediapart e a lançou ao chão.
O jornal havia sido o primeiro a denunciar o suposto financiamento ilegal da campanha presidencial de Sarkozy, em 2007, com recursos que teriam vindos do regime de Muammar Kadhafi. O ex-presidente enfrenta processos relacionados ao regime líbio.
A própria Carla passa por investigação policial. Autoridades apuram se ela teria participado de uma conspiração para encobrir o marido. Se confirmadas as acusações, poderá enfrentar uma pena de até 10 anos de prisão.
Fontes ligadas à investigação falam da existência de uma operação paralela, batizada de “Operação Salve Sarkozy”, estimada em 4 milhões de euros, supostamente destinada a manipular testemunhas e fraudar a justiça, para evitar a prisão do ex-presidente.
Carla apoiou o marido desde a época em que ele ainda ocupava o Palácio do Eliseu, residência oficial francesa do presidente da República. Os recorrentes escândalos de corrupção afetaram a carreira ex-primeira-dama da França. Bruni já foi modelo, atriz e cantora.
A mulher de Sarkozi publicou no Instagram uma foto do casal de mãos dadas no tribunal, onde ele foi julgado. Na legenda, escreveu “O amor é a resposta”, adicionando a hashtag #lahainenaurapasledesus (“o ódio não prevalecerá”, em tradução livre).





























