sexta-feira, 17 de abril de 2026 – 10h58

Taxação de super-ricos é a principal bandeira da presidência do Brasil no G20

Reunião de cúpula do grupo acontece nos dias 18 e 19 de novembro no Rio de Janeiro
Foto: FernandoFrazão/AgênciaBrasil

A reunião de cúpula do G20 decidirá sobre a principal bandeira do Brasil durante a presidência do grupo. Os chefes de Estado e de Governo das 19 maiores economias do planeta, mais União Europeia e União Africana, debaterão, entre os dias 18 e 19 de novembro, no Rio de Janeiro, sobre a taxação dos super-ricos como fonte de financiamento do combate à desigualdade e de enfrentamento das mudanças climáticas. A proposta foi apresentada pelo Brasil em fevereiro, durante a reunião dos ministros de Finanças e presidentes dos bancos centrais do grupo, em São Paulo.

O Brasil defende um imposto mínimo de 2% sobre a renda dos bilionários do mundo. O montante arrecadaria entre US$ 200 bilhões e US$ 250 bilhões anualmente, conforme um dos autores da proposta, o economista francês Gabriel Zucman. Segundo ele, a taxação afetaria apenas 3 mil indivíduos em todo o planeta, dos quais cerca de 100 deles na América Latina. Em contrapartida, teria potencial de amelhar cerca de US$ 250 bilhões por ano. Um estudo da Oxfam, divulgado pouco antes da reunião de fevereiro, mostrou que os impostos sobre a riqueza arrecadam quatro vezes menos que os tributos sobre o consumo no planeta.

Em maio, o Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da Universidade de São Paulo (Made/USP) levantou o potencial de ganho financeiro da aplicação da medida no país. Segundo o estudo, com o imposto mínimo de 2% sobre a renda dos 0,2% mais ricos do país, a União arrecadaria R$ 41,9 bilhões por ano. De acordo com o governo, o montante poderia triplicar o orçamento do Ministério da Ciência e Tecnologia e multiplicar em cerca de dez vezes o orçamento do Ministério do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, em relação a 2024.

Apesar de ter a adesão de diversas nações, a ideia enfrenta a resistência de alguns países desenvolvidos, como os Estados Unidos e a Alemanha. Entre as nações que apoiam a proposta, estão França, Espanha, Colômbia, Bélgica e África do Sul, está última assumirá a presidência rotativa do bloco em dezembro deste ano. A União Africana manifestou apoio desde a apresentação da proposta em fevereiro.

*Com informações da Agência Brasil

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