quinta-feira, 14 de maio de 2026 – 19h11

Consumo diário de meia colher de azeite diminui risco de demência, aponta estudo

Pesquisa observacional foi realizada durante 28 anos, com mais de 92 mil pessoas
Foto: Reprodução/SulMinasTV//iStock

Um estudo realizado por 11 pesquisadores, afiliados a universidades de três países – Estados Unidos, China e Dinamarca -, concluiu que o consumo diário de, ao menos, 7g de azeite, cerca de meia colher de sopa, diminui em 28% o risco de mortalidade por demência,  independentemente da qualidade da dieta utilizada. O trabalho demonstra que o consumo do oléo vegetal está de acordo com recomendações dietéticas direcionadas à saúde cognitiva. A pesquisa foi realizada durante 28 anos, com mais de 92 mil pessoas, em idade média de 56 anos, sendo 65% delas mulheres.

Caracterizado por um estudo observacional, que deve identificar associações, mas não determinar “causa e efeito”, outros fatores relativos ao estilo de vida podem ser relacionados ao menor risco da doença. No entanto, a substituição de margarina ou maionese, por azeite ou outro tipo de gordura insaturada, representa uma estratégia potencial para envelhecimento saudável, sem a ocorrência demência.

Em entrevista para o portal Verywell Health, a diretora de relações médicas e científicas da “Alzheimer’s Association”, Stefania Forner, disse que “este estudo analisou os registros de saúde, registros de óbitos, dieta e questionários de frequência alimentar das pessoas para tentar identificar possíveis conexões entre a ingestão alimentar específica e o risco de morte relacionada à demência”, apontou.

“Comer uma dieta saudável para o coração pode contribuir para diminuir o risco de declínio cognitivo e demência”, disse Forner. “No entanto, não há um único alimento ou ingrediente que, por meio de pesquisa científica rigorosa, tenha demonstrado prevenir, tratar ou curar o Alzheimer ou outras demências”, reforçou Forner. “Não é um estudo de intervenção em que algumas pessoas comeram azeite de oliva e outras não, que é o padrão ouro para a maneira como um ensaio clínico de tratamento é conduzido”, acrescentou.

*Com informações do portal Verywell Health

 

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