As doenças na coluna afetam milhões de brasileiros e estão entre as principais causas de afastamento do trabalho. Elas, porém, não asseguram, por si só, o direito à aposentadoria. De acordo com o coordenador do Serviço de Neurocirurgia e Neurologia da Santa Casa de Maceió, neurocirurgião Aldo Calaça, para ter direito ao benefício por invalidez, é necessário comprovar que a dor na coluna causa uma incapacidade total e permanente para as atividades habituais.
A dor não garante o direito à aposentadoria ou aos benefícios previdenciários. Isso porque os sintomas podem ter diferentes origens, desde questões musculares a alterações na estrutura óssea, nos ligamentos, nos discos intervertebrais ou nas articulações. Na maioria dos casos, o tratamento possibilita a recuperação das funções normais, permitindo ao paciente retomar suas atividades profissionais, sociais e, até mesmo, esportivas.
Segundo o especialista, o diagnóstico deve ser estabelecido por meio de exames clínicos, neurológicos e de imagem. A partir desse estudo, o paciente pode ser orientado para o tratamento adequado, que pode incluir medicação, reabilitação ou até cirurgia.
“É fundamental realizar uma avaliação neurológica e clínica completa para identificar a causa do problema. Em alguns casos, quando há lesão medular grave e incapacidade para o trabalho, pode ser indicado um afastamento temporário, mas não significa automaticamente aposentadoria”, explicou Calaça.
Veja as doenças mais comuns que podem gerar afastamento e até aposentadoria se comprometerem a capacidade de trabalho.
Hérnia de disco (cervical, torácica ou lombar);
Espondilose e espondilolistese;
Espondilite anquilosante (doença inflamatória crônica);
Artrose ou osteoartrite na coluna;
Escoliose ou cifose grave;
Lombalgia crônica incapacitante;
Estreitamento do canal medular (estenose);
Fraturas com sequelas.





























