A Medicina do Trabalho, da Santa Casa de Misericórdia de Maceió, realizou duas palestras para alertar sobre a síndrome Mão-Pé-Boca (MPB), infecção viral comum na infância, que tem gerado preocupação entre pais e profissionais de unidades escolares do Brasil. Causada pelo vírus Coxsackie, do grupo dos enterovírus, a MPB é altamente contagiosa e se espalha por meio do contato com secreções respiratórias, saliva, fezes ou objetos contaminados.
Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de garganta, mal-estar e surgimento de bolhas nas mãos, pés e boca – daí o nome. A MPB tem, geralmente, evolução benigna e desaparece entre 7 e 10 dias. No entanto, o contágio é mais intenso na primeira semana. As autoridades sanitárias recomendam que, ao menor sinal da doença, os país devem procurar atendimento médico, garantir o isolamento da criança e seguir as orientações de higiene para evitar novos surtos.
A Santa Casa de Maceió mantém a Creche-Escola São Vicente de Paulo, exclusiva para filhos dos colaboradores da instituição de saúde, onde cerca de 100 crianças, de 0 a 6 anos, são atendidas gratuitamente. A coordenadora da creche, Jarleide Inácio, informou que, desde maio, têm sido observados casos da doença em todas as turmas.
“Em junho, notamos várias ocorrências durante o banho, com as cuidadoras identificando manchas na pele e informando os responsáveis imediatamente”, contou Inácio.“Qualquer sintoma suspeito, seja de Mão-Pé-Boca, ou de gripe, deve levar à decisão de manter a criança em casa e buscar orientação médica. Isso ajuda a evitar que a criança passe o dia doente na creche e exponha os colegas”, reforçou.
Como prevenir a Mão-Pé-Boca
Lave as mãos com frequência, especialmente após trocar fraldas e antes das refeições;
Higienize brinquedos, superfícies e objetos de uso coletivo;
Evite enviar crianças com sintomas para a creche ou escola;
Mantenha a criança em casa até a completa recuperação.





























