A Secretaria de Saúde de Maceió realiza o trabalho de acolhimento e orientação para acumuladores compulsivos e seus familiares. Os serviços são realizados por meio da Coordenação de Atenção Psicossocial e do Centro de Atenção Psicossocial (Caps), que atuam para tratar dos casos, que chegam sob demanda espontânea. A intervenção pode ser solicitada por um familiar, ou pelo próprio acumulador, para o início do tratamento.
O Transtorno de Acumulação é um distúrbio psicológico caracterizado pela dificuldade extrema do indivíduo em descartar ou se desfazer de um objeto, independentemente do seu valor material. Como consequência, a acumulação desenfreada pode criar ambientes insalubres, que impactam a vida social, emocional e física do acumulador e de seus familiares.
Assim que acionados, o serviço é realizado mediante acompanhamento ambulatorial em Unidade Básica de Saúde (UBS) e Caps, com o objetivo de encaminhar o paciente ao atendimento conjunto de psicoterapia e psiquiatria a depender da avaliação inicial. Após a primeira abordagem, é construído um vínculo com o paciente para que ele aceite o tratamento. O serviço também presta orientação aos familiares
Segundo a gerente do Caps, Dr. Sadi Feitosa de Carvalho, Karla Rocha, um dos principais desafios é fazer com que os acumuladores reconheçam que precisam do tratamento. “Em casos assim, nós primeiro fazemos o convencimento, especialmente das pessoas que estão em crise, para poder dar início ao tratamento no Caps”, diz.
Além do atendimento psicossocial, a Autarquia de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb) e a Vigilância Sanitária de Maceió realizam a limpeza e o recolhimento de resíduos acumulados nas residências dos acumuladores. A iniciativa busca inibir a proliferação de insetos, roedores e a transmissão de doenças em potencial.





























