A pesquisa liderada pela Escola de Medicina David Geffen, da Universidade da California em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos, revelou que o vitiligo está associado ao maior risco de depressão entre pacientes negros e hispânicos, que em pacientes de outros grupos étnico-raciais. As informações são do portal Phys.org.
O vitiligo é uma doença de pele autoimune crônica, que afeta aproximadamente 1% da população mundial. Caracterizada por perda progressiva de melanócitos e aparecimento de manchas despigmentadas na pele, o problema pode trazer diminuição da autoestima e estigmatização social.
O estudo “Variação no risco de depressão por raça e etnia no vitiligo”, uma pré-prova aceita pela revista científica Journal of the American Academy of Dermatology (JAAD International), avaliou o risco diferencial de depressão entre grupos raciais e étnicos para orientar cuidados dermatológicos mais personalizados.
Dados de prontuários eletrônicos do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos incluíram mais de 254 mil indivíduos, avaliados por idade, sexo, raça/etnia, escolaridade, renda e plano de saúde. O vitiligo foi associado a um risco geral aumentado de depressão em comparação a pacientes sem a doença.
Como resultado, constatou-se que
-Pacientes negros com vitiligo apresentaram mais que o dobro de risco de depressão em comparação a pacientes negros sem vitiligo;
-Pacientes hispânicos com vitiligo apresentaram risco significativamente maior em comparação a pacientes hispânicos sem vitiligo;
-Pacientes não hispânicos com vitiligo demonstraram risco elevado em comparação a pacientes não hispânicos sem vitiligo;
-Pacientes brancos com vitiligo apresentaram associação não significativa; e
-Pacientes asiáticos com vitiligo apresentaram risco não significativo e menor.
Os autores propõem que sejam realizadas pesquisas futuras sobre a localização do vitiligo, a idade de início e os efeitos de tratamentos, como fototerapia e ruxolitinibe, na depressão. Observam ainda que a integração entre dermatologia e psiquiatria pode ajudar na abordagem das diferenças.
*Com informações do artigo de Justin Jackson, publicado no portal Phys.org





























