quinta-feira, 15 de janeiro de 2026 – 20h47

Vitiligo causa maior depressão em negros e hispânicos, diz estudo

Pesquisa foi liderada pela Escola de Medicina David Geffen, dos EUA
Foto: Reprodução/Unsplash

A pesquisa liderada pela Escola de Medicina David Geffen, da Universidade da California em Los Angeles (UCLA), nos Estados Unidos, revelou que o vitiligo está associado ao maior risco de depressão entre pacientes negros e hispânicos, que em pacientes de outros grupos étnico-raciais. As informações são do portal Phys.org.

O vitiligo é uma doença de pele autoimune crônica, que afeta aproximadamente 1% da população mundial. Caracterizada por perda progressiva de melanócitos e aparecimento de manchas despigmentadas na pele, o problema pode trazer diminuição da autoestima e estigmatização social.

O estudo “Variação no risco de depressão por raça e etnia no vitiligo”, uma pré-prova aceita pela revista científica Journal of the American Academy of Dermatology (JAAD International), avaliou o risco diferencial de depressão entre grupos raciais e étnicos para orientar cuidados dermatológicos mais personalizados.

Dados de prontuários eletrônicos do Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos incluíram mais de 254 mil indivíduos, avaliados por idade, sexo, raça/etnia, escolaridade, renda e plano de saúde. O vitiligo foi associado a um risco geral aumentado de depressão em comparação a pacientes sem a doença. 

Como resultado, constatou-se que

-Pacientes negros com vitiligo apresentaram mais que o dobro de risco de depressão em comparação a pacientes negros sem vitiligo;

-Pacientes hispânicos com vitiligo apresentaram risco significativamente maior em comparação a pacientes hispânicos sem vitiligo;

-Pacientes não hispânicos com vitiligo demonstraram risco elevado em comparação a pacientes não hispânicos sem vitiligo;

-Pacientes brancos com vitiligo apresentaram associação não significativa; e

-Pacientes asiáticos com vitiligo apresentaram risco não significativo e menor.

Os autores propõem que sejam realizadas pesquisas futuras sobre a localização do vitiligo, a idade de início e os efeitos de tratamentos, como fototerapia e ruxolitinibe, na depressão. Observam ainda que a integração entre dermatologia e psiquiatria pode ajudar na abordagem das diferenças.

*Com informações do artigo de Justin Jackson, publicado no portal Phys.org

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