Depois de cerca de nove horas de depoimento, o presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), determinou a prisão do ex-coordenador-geral de pagamentos e benefícios do INSS, Jucimar Fonseca da Silva. A detenção pela Polícia Legislativa do Senado ocorreu diante de contradições e recusas do depoente em prestar explicações ao colegiado.
O suspeito por fraudes contra aposentados e pensionistas havia sido convocado para explicar por que apoiou a liberação de descontos em massa, na folha de pagamento de beneficiários, mesmo diante de parecer contrário do Ministério Público. Para ir depor na CPMI, o ex-coordenador foi conduzido pela Polícia Legislativa do Senado, após se negar a comparecer em duas convocações anteriores, por alegado motivo de saúde.
A CPMI já pediu a prisão de 21 investigados ao ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça. Onze deles haviam prestado depoimento. Desses, três tiveram a prisão em flagrante decretada durante suas oitivas. Foram eles, o empresário Rubens Oliveira Costa, e o presidente da Confederação Nacional dos Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), Carlos Roberto Ferreira Lopes.
Além dos dois, o presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), Abraão Lincoln Ferreira, preso por falso testemunho. O pedido de prisão foi feito ao presidente da CPMI pelo relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (União-AL). Todos os três foram liberados posteriormente, inclusive por pagamento de fiança.
Costa seria o intermediário do lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado como o principal operador do esquema nacional de descontos associativos, não autorizados. Antunes se encontra preso a pedido da Polícia Federal. Já Lopes, que teve prisão preventiva decretada, encontra-se foragido. E Ferreira está solto, pois não teve o pedido de preventiva aprovado.
*Com informações da Agência Senado





























