terça-feira, 20 de outubro de 2026 – 21h25

Guerrilha urbana instalada na França começa a se alastrar pela Europa

País implementa toques de recolher localizados
Os atos de vandalismo atingiram o seu ápice neste final de semana - Foto: Reprodução/X

O que pareceu um movimento estudantil e sindical logo se mostrou maior e mais forte na França. A presença de milhares de “Schwarzer Block”, com roupas pretas, capuz e máscaras tomaram conta das ruas, espalhados pelas cidades. A guerrilha urbana, instalada na capital francesa, começa a se alastrar pela Europa.

Em Paris, cenário de destruição. Milão, na Itália, foi tomada por confrontos violentos. Já a cidade francesa de Limoges teve a prefeitura incendiada. Marselha, Lyon e Bordeaux, também na França, registraram ataques e destruição.

O governo do presidente Emmanuel Macron implementou toques de recolher em Paris, nesta segunda-feira (19). A decisão vigora das 22h às 6h da manhã, com restrições parciais e localizadas, sem indicação prevista de término. A medida visa conter os distúrbios sociais. 

A atual onda de protestos violentos teve início em território francês, com atos que reuniram até 800 mil pessoas, em setembro. O movimento começou como uma mobilização de estudantes do ensino médio, em regiões de Paris. Nas semanas seguintes, o conflito se expandiu e ganhou a adesão de sindicatos, trabalhadores e do movimento dos coletes amarelos, contra o aumento do custo de vida e da inflação. A guerrilha urbana atingiu o seu ápice neste final de semana. 

Carros queimados, prédios históricos incendiados, 1,5 mil lojas de grife saqueadas, barricadas pelas ruas, monumentos depredados, fogo e fumaça por toda a cidade. Confrontos permanentes entre os manifestantes e os policiais chocam o mundo com cenas cinematográficas de horror. 

O ministro do interior, Laurent Nuñez, chegou a oferecer a sua demissão ao presidente Emmanuel Macron, mas Macron recusou o pedido e determinou que o ministro permaneça no cargo. Ele fez mea-culpa, dizendo que a polícia perdeu o controle, e que os movimentos foram subestimados pelo próprio governo.

Já o primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, responsabilizou grupos da ultra esquerda e criminosos pela quebradeira. Mais de 2.400 pessoas foram detidas e cerca de mil policiais ficaram feridos. Ao que se tem informação até o momento, não são apenas atos de desobediência civil, são grupos organizados, que enfrentam as forças de segurança e instauram o caos e o terror.

Guerrilheiros, criminosos, black blocs, grupos pró-Palestina, islamitas e integrantes da esquerda radical – todos juntos para subverter o Estado. Depois das cenas deste sábado (17), que são aterrorizantes, fica a reflexão sobre os acontecimentos. Até quando as autoridades europeias vão conseguir garantir a segurança de suas próprias cidades?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Leia Também
Leia Também