O Sindicato dos Médicos de Alagoas (SINMED/AL) denunciou que médicos da rede estadual de saúde foram surpreendidos, na terça-feira (20), com o corte salarial de aproximadamente 15%. De acordo com a entidade, a redução ocorreu sem comunicação prévia ou explicação sobre motivos e critérios adotados.
A presidente do SINMED, Silvia Melo, afirmou que a instituição vai formalizar a cobrança de informações junto à gestão estadual. “Iremos cobrar explicações da Secretaria de Saúde de Alagoas para que possamos compreender os critérios desse corte inaceitável nos salários dos médicos do nosso estado”, declarou.
Silvia também criticou a ausência de aviso prévio aos profissionais e defendeu a restituição dos valores retirados. “Não se pode cortar salário sem aviso prévio. O SINMED/AL exige explicações e cobra a recomposição dos valores descontados”, enfatizou.
Até a finalização desta matéria, a Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas (Sesau) não havia informado publicamente sobre os motivos do desconto, nem esclarecido os critérios adotados para a redução salarial.
Sesau e Hospital Veredas
A Procuradoria-Geral do Estado de Alagoas (PGE), publicou no Diário Oficial de terça-feira (20), um despacho que exige da Saúde estadual a prestação de informações urgentes à Justiça Federal. A decisão visa evitar o possível bloqueio judicial de cerca de 5 milhões das contas do estado.
O órgão deve estabelecer um cronograma concreto de pagamento dos 21 procedimentos administrativos pendentes na Sesau, que apresentam períodos de tramitação, entre 65 e 160 dias. Os recursos são cobrados no processo que acompanha a intervenção no Hospital Veredas, localizado em Maceió.
Os valores pendentes envolvem despesas com pessoal (até R$ 2,035 milhões), serviços médicos e diagnósticos (R$ 1,5 milhão), serviços de terceiros (R$ 500 mil) e insumos/medicamentos (R$ 560 mil), totalizando R$ 4,595 milhões autorizados
O Estado foi intimado, com prazo de 48 horas, e corre o risco iminente de sofrer uma nova constrição judicial, devido ao atraso nos repasses financeiros destinados à unidade de saúde, que segue realizando procedimentos cirúrgicos sob intervenção judicial.




























