A diversificação de culturas está intensificando as oportunidades de desenvolvimento agrícola no estado. A nova aposta é o cultivo do algodão rubi, uma variedade desenvolvida pela Embrapa, adaptada ao Semiárido nordestino. Nesta quarta-feira (4), o Dia de Campo da Cultura de Algodão, realizado em Santana do Ipanema, apresentou os primeiros resultados do plantio experimental.
A variedade BRS Rubi, produzida pela Embrapa Algodão, sediada em Campina Grande, na Paraíba, reúne características que favorecem seu cultivo no Semiárido, adaptada ao regime de sequeiro e a fibra naturalmente marrom-avermelhada, que dispensa o tingimento convencional na indústria têxtil. Além de agregar valor à produção, a experiência abre espaço para novas alternativas agrícolas no Sertão alagoano.
O Projeto Algodão Agroecológico do Semiárido teve início em 2005, na Paraíba, e atualmente está presente nos nove estados do Nordeste e em Minas Gerais. A chegada a Alagoas marca uma nova etapa da iniciativa, que busca fortalecer a retomada da cultura na região do Semiárido, que tem uma média de produtividade de 600 kg por hectare.
A área experimental fica no Sítio Samambaia, na propriedade do agricultor Everaldo Alves da Rocha. O dia de campo reuniu produtores da região que já pensam em apostar no plantio do algodão rubi. “Esse está sendo nosso primeiro ano com o algodão rubi e está sendo uma boa experiência. Aqui, eu cultivo milho e esse ano teve pouca chuva, mas esse algodão resiste a isso e é muito produtivo”, apontou Everaldo.
Em Alagoas, a cultura já foi exponencial, mas, em 1986, desde a chegada da praga do bicudo-do-algodoeiro, teve início o processo de perda da competitividade e rentabilidade. O estado estava há cerca de 40 anos sem uma produção de algodão economicamente viável.
Com informações Ascom-Seagri




























