quinta-feira, 8 de outubro de 2026 – 19h05

Incêndio destrói Centro de Inovação da UFPE e é o terceiro em 8 dias

Incidentes nos dias 30 de setembro, 4 e 7 de outubro atingiram dependências da instituição de ensino superior
Origem do incêndio está sob investigação, sem comprovação de que tenha motivação criminosa - Foto: Reprodução

Um incêndio de grandes proporções atingiu, na noite desta quarta-feira (7), o Centro de Inovação da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O prédio abrigava a Diretoria de Inovação e Empreendedorismo (Dine), conhecida como Positiva – Innovation Office, que reunia laboratórios de pesquisa nas áreas de fármacos, genética e informática.

O incidente é o terceiro, em oito dias, que atinge as dependências da instituição de ensino superior. Segundo o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, o local abrigava equipamentos avaliados em R$ 100 milhões e pesquisas desenvolvidas ao longo de até 20 anos.

Para o gestor, o prejuízo causado pelo incêndio não corresponde apenas ao valor material. A perda na área de pesquisa é irreparável e atinge mais de 100 tipos diferentes de pesquisas de mestrado e doutorado.

De acordo com Gomes, o edifício era um prédio antigo, onde funcionava o restaurante universitário e foi transformado em espaço para acomodar os laboratórios. As superintendências de Infraestrutura e de Projetos e Obras são responsáveis pelo cuidado do patrimônio dos campi da UFPE.

“O núcleo funcionava nessa unidade por mais de 20 anos, se fazia a manutenção e a revisão regular da unidade e nós nunca tivemos nenhum tipo, nessa unidade especialmente, de reportar alguma situação como essa, de risco”, disse o reitor.

Entre os trabalhos realizados no local, estavam estudos relacionados ao câncer, à Covid-19 e a outras patologias. O prédio permanece isolado para avaliação das condições estruturais, levantamento dos prejuízos e investigação das causas.

O Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco mobilizou cinco viaturas para combater as chamas. A presença de produtos armazenados nos laboratórios contribuiu para a propagação do fogo.

Relatos de ameaças sob motivação política, sem identificação de origem, antes do incêndio, também passaram a integrar as preocupações em torno do caso. Até o momento, porém, não há confirmação de que o fogo tenha sido provocado por ação criminosa. 

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, manifestou solidariedade à comunidade acadêmica e colocou o Ministério da Educação à disposição da UFPE.

Já o advogado-geral da União, Jorge Messias, determinou que a Procuradoria-Geral Federal designasse uma comissão de procuradores para acompanhar as apurações. Além de avaliar eventuais providências jurídicas.

Terceiro incêndio na UFPE

No dia 30 de setembro, chamas se alastraram no laboratório do Departamento de Física, no Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN). A suspeita é que o fogo tenha sido causado por um forno mufla, equipamento que atinge temperaturas na casa dos 1000°C. O prédio foi completamente destruído.

No domingo (4), outro incêndio foi registrado no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. De acordo com o reitor, as chamas se originaram de uma falha em um aparelho de ar condicionado, que acabou destruindo um freezer no laboratório.

Em todos os incêndios, não houve vítimas.

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