segunda-feira, 12 de outubro de 2026 – 18h09

Papa Leão XIV será internado para cirurgia de retirada de nódulo no pulmão na terça (13)

Lesão, que foi descoberta em exames de rotina, está bem localizada e em estágio inicial
Papa Leão XIV assumiu pontificado em maio de 2025 - Foto: Reprodução/Internet

O papa Leão XIV será internado nesta terça-feira (13), no final da manhã, na Policlínica Gemelli, em Roma, para cirurgia de retirada de nódulo no pulmão. Segundo o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Matteo Bruni, a previsão é que o pontífice permaneça no hospital por cerca de uma semana. A lesão foi identificada durante exames de rotina.

O anúncio da lesão pulmonar foi feito pelo próprio Leão XIV ao final da oração do Angelus, no domingo (11). Na ocasião, ele afirmou que o nódulo está em estágio inicial e bem localizado. “Os médicos consideram oportuno intervir e, portanto, seguindo os seus conselhos, decidi submeter-me a uma cirurgia para o remover”, declarou.

Na véspera da internação, o pontífice manteve sua agenda no Vaticano. Ele esteve em audiências com a representantes e autoridades eclesiásticas. No entanto, os compromissos relacionados ao encontro pelos dez anos da exortação apostólica, Amoris laetitia, foram alterados. O papa não participou do evento previsto para esta segunda-feira (12) e também não presidirá à missa de encerramento, marcada para quarta-feira (14).

Nódulos pulmonares, popularmente conhecidos como “manchas no pulmão”, são pequenas formações identificadas em exames de imagem, geralmente com até 30 milímetros de diâmetro. Eles podem ser descobertos durante investigações de sintomas, como tosse persistente, dor no peito e presença de sangue no catarro. Ou, ainda, em exames de rotina, avaliações pré-operatórias e programas de rastreamento.

Em entrevista à agência católica ACI Prensa, o chefe do Serviço de Oncologia da Policlínica Universitária Campus Bio-Medico, em Roma, Bruno Vincenzi, explicou que determinadas características observadas em exames podem indicar a necessidade de retirada do nódulo. “Existem características radiológicas muito indicativas que podem sugerir a natureza maligna do nódulo e, nesse caso, sua remoção pode ser indicada”, afirmou.

Segundo o médico, margens irregulares ou espiculadas podem levantar maior preocupação, enquanto contornos bem definidos e a presença de calcificações tendem a sugerir uma formação benigna. A identificação de um nódulo, portanto, não significa necessariamente um diagnóstico de câncer.

O oncologista peruano Elmer Huerta, radicado nos Estados Unidos, também explicou à ACI Prensa que procedimentos desse tipo podem ser realizados por técnicas minimamente invasivas, incluindo cirurgia robótica. A escolha da abordagem depende da avaliação médica e das características da lesão.

Até o momento, as informações divulgadas pela Santa Sé não trazem detalhes adicionais sobre a natureza do nódulo ou o diagnóstico definitivo.

*Com informações dos portais Vatican News e ACI Digital

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