terça-feira, 29 de setembro de 2026 – 02h28

Olhos Leigos! Parte 2

Queridos Leitores, Prontos para a segunda parte? Semana passada cometi um erro gravíssimo não falando de mim e o que se passava comigo, porque eu não faço esses passeios em vão, mas esse especialmente foi um bem difícil. Como vocês que leem minha coluna semanalmente , sabem de tudo que aconteceu comigo, mas eu não […]

Queridos Leitores,

Prontos para a segunda parte? Semana passada cometi um erro gravíssimo não falando de mim e o que se passava comigo, porque eu não faço esses passeios em vão, mas esse especialmente foi um bem difícil.

Ainda em casa me preparando para sair, buscando coragem!
Meu primeiro ensaio do dia…

Como vocês que leem minha coluna semanalmente, sabem de tudo que aconteceu comigo, mas eu não contei detalhes do que aconteceu comigo em Março do ano passado, e continuo sem poder contar, mas posso contar o que isso acarretou em minha vida. Eu fiquei totalmente sem rumo. Como diz o dito popular: ‘mais perdida que cego em tiroteio’. Nunca imaginei que aos 58 anos teria de começar do zero de novo. Foi um murro no estômago. Então agora vocês podem imaginar como eu estava me sentindo, e realmente não via mais sentido para minha vida.

Melhor foto nesse local.
O segundo ensaio
Querendo fazer cara de forte… rsrs

Em abril o Guilherme Maia veio por aqui e saímos pra passear (A Volta dos Que Não Foram), ele foi a razão de minha saída e eu falei aqui. Depois resolvi ir visitar o museu postal (minha segunda coluna sem título), para homenagear meu pai que ia fazer 4 anos de sua partida e essa foi minha razão dessa visita;  fui visitar a Igreja do Templário, e a razão foi essa coluna pois achei que muita gente tinha lido ou assistido o filme ‘O  Código de Da Vince’ achei que seria interessante mostrar o local. Nenhum deles por mim, por vontade própria como tinha antes.

Com pensamentos alegres!
Frustrada e com medo

Depois disso comecei a remanescer sobre coisas antes daquele momento fatídico. Comecei a pensar que seria escrevendo que eu encontraria sentido para minha vida de novo, mas foi um processo lento e todas as incertezas e inseguranças dentro de mim ainda me bloqueavam bastante. Tinha medo até de dirigir sozinha, com a desculpa do cansaço… sim dirigir me cansa também, mas eu não carrego o carro nas costas né? Rsrs

Única foto do terceiro ensaio… nada me agradava
O quarto ensaio… melhorando

Então nesse passeio eu fiz muitas ‘stories’ no instagram para ter um vídeo sem fotos e terminei tendo muito material, pois eu não queria falar de mim, apesar disso fiz um ensaio fotográfico de mim mesma nos jardins desse lugar, e que agora quase um ano depois eu vejo em mim, no meu físico e nos meus olhos o quanto eu estava lutando contra a gravidade para conseguir me reerguer de novo!

Uma boa foto, mas eu me escondi de mim mesma!

Os Courtaulds desistiram de sua mansão por causa da guerra e com certeza foram felizes em outro lugar deixando um legado maravilhoso, eu também fui bombardeada, e tive que procurar abrigo e me achar de novo… foi difícil ,mas eu estou chegando lá, pois achei o sentido de minha vida novamente! E sim, fazer esse passeio me mostrou que meus olhos são leigos não só em reconhecer estilos arquitetônicos, mas leigos em distinguir o que pessoas más podem arquitetar contra os outros!

Começando a sair do esconderijo…

Aproveitando essa minha jornada de renascimento, desejo a todos uma páscoa cheia de amor e compreensão! E que nunca esqueçamos que Ele morreu para nos salvar!

Fiquem com as fotos, o vídeo que conto mais sobre a mansão e os jardins e a poesia!

No coffe shop, depois de comer um sanduíche , esperando a energia chegar para ir pra casa… encarando a realidade de novo!

Até a Próxima!

Aída

Da janela do quarto Veneziano
O outro quarto veneziano… eu no espelho
O outro quarto veneziano… eu no espelho
O quarto do Stephen, a porta da esquerda que vai pro hall e lá no fundo uma pequena estatueta de uma bailarina, abaixo a lareira elétrica
O quarto verde com sua lareira
Os armários do quarto verde
O banehiro ‘Jack and Jill’, entrando pelo quarto verde vê-se ao fundo a porta para o quarto azul
O quarto azul que é exatamente a imagem de espelho do quarto verde. A porta do banheiro fechada.
Os armários do quarto azul e sua lareira
O fundo do palácio, um dos caminhos para os jardins
Ao fundo o jardim das rosas, a parede medieval e o que podemos dizer que são restos de colunas
A imensidão do jardim ao lado da casa…
O jardim mais privativo que era a vista do quarto da Virgínia
O jardim das pedras do outro lado do fosso…
Esse gramado é a parte do fosso que foi aterrada
A ponte que liga o jardim do lado casa ao jardim campetre que passa por cima do fosso aterrado
O jardim mais cheiroso que já visitei!
A ponte do fosso, além de lindo o lugar é cheiroso!
O entorno do fosso aterrado, e a parede medieval protetora, à direita o jardim das pedras
O jardim das rosas
O outro começo do fosso
A ponte por onde entrei no palácio
E do outro lado com essa linda ilha
E o jardim continua… ao fundo as estufas
Dentro desse retângulo de cerca viva era a piscina que foi aterrada…

Hoje acordei com saudade,
Saudade da menina Aída,
De brincadeiras e felicidade,
Descobrindo o sabor da vida!

Hoje acordei com saudade,
De sentar na calçada,
Descobrir o que é lealdade,
Com um olhar, e a voz calada!

Hoje acordei com saudade,
Da menina apaixonada,
Com apenas 16 anos de idade,
Que por ele ficou encantada!

Hoje acordei com saudade,
Da bailarina ousada,
De toda serenidade,
E da alegria dançada!

Hoje acordei com saudade,
Dos tempos de estudar direito,
Da grande universidade,
Da vida e do seu conceito!

Hoje acordei com saudade,
De me esbaldar na praia do francês,
Rir com amigos sem temeridade,
Criar aventuras e esquecer toda sensatez!

Hoje acordei com saudade,
Da menina-moça a nova vida esperar,
Sem planos mas muita ansiedade,
Que tipo de mundo ao bebê poderia dar!

Hoje acordei com saudade!
De ganhar meu abraço diário,
De ser parceira dele com vaidade,
Do meu irmão sempre solidário!

Hoje acordei com saudade,
Da mãe perdida e sem nenhuma pista,
Da nova vida e sua preciosidade,
Amor sem fim a perder de vista!

Hoje acordei com saudade!
Da mulher escritora de lembranças,
De contar toda intimidade,
Com palavras de esperança!

Hoje acordei com saudade!
De ser de minha mãe o bebê,
De chorar em seu colo com qualquer idade,
De sua felicidade não esquecer!

Porque hoje eu acordei com saudade…..

Aída
02/02/17

Respostas de 26

  1. Outra mensagem que recebi pelo WhatsApp foi da Simone Lins :
    “Olhos leigos, porém bem refinados!!!
    Parabéns por mais uma linda matéria , onde você descreve de forma bem clara as belezas da arquitetura e história desse lindo palácio!!!
    Visitamos junto com você , Aída !!!”

  2. Recebi por WhatsApp de uma amiga do tempo de colégio , Martha de Albuquerque:
    “Aída, continue assim fazendo o que gosta, com matérias lindas, fotos maravilhosas porque tudo que você passou naquele momento ficou para trás.E mesmo num momento tão difícil da sua vida, você teve força e coragem de mostrar um hobby tão bonito e que encanta a cada postagem. Já te falei.São realmente bem feitos. Boa Páscoa.😘”

  3. Aída, como sempre, fiquei impactada com sua coluna. Parei no “renascimento”, que vc falou. Estamos vivendo esse momento do Renascimento, sendo este o sentido da Páscoa. Ainda bem que a vida é feita de vários renascimentos, bem como de várias infâncias. Resgate a menina Aída, vale a pena. Fica com Deus 🌹

    1. Querida Denilma, espero que tenha sido um bom impacto… rsrs e é lógico que eu sei que foi!
      Quando a gente entende o que é realmente a Páscoa 🐣, a gente começa a renascer todos os dias e valorizar o dom de viver!
      A menina Aída nunca me deixou, e hoje a tenho só com alegrias! 😘 e obrigada pelo carinho!

  4. Feliz Páscoa, Aída!

    Remanecer! Esse é um mote fabuloso e almejado!
    Nesse passeio eu quis estar ombro a ombro com você!
    E com saudades; com saudades eu acordo todo santo dia.
    Um grande beijo!

    1. Oi meu amigo!
      Pode ter certeza que esteve comigo nele, pois eu sou leiga mas mesmo assim você entende a minha admiração por arquitetura! Gosto muito do verbo remanescer… e foi isso mesmo, sobrevivi do que me restou de vida!
      Eu também, tenho saudade todo dia e de tudo que remanesce! 😘

    1. Ei Mr. Silva, fico feliz que você concorda com a Tadéia e que você ver também a imersão que fotografar é pra mim… não sou vou companhia quando estou fotografando! Rsrs Obrigada 🙏🏼 por estar sempre por aqui! 😘

    2. Obrigada Mr. Silva, por seu carinho e atenção… sim , como a Tadéia você entendeu o meu olhar, e você foi mais além pois sacou direitinho a imersão que faço quando estou atrás da câmera, pois mesmo na frente eu estou atrás… 😘

    1. Oi Tadéia, obrigada pelo carinho e mais ainda por sentir a vida exalando nas minhas fotografias, me faz sentir que sou uma boa fotógrafa e que minha visão, mesmo que sem perceber é percebida! 😘

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