O capitão indiano da Flydubai, Smit Machchhar, relatou ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, nesta sexta-feira (2), os momentos de tensão vividos no voo entre Dubai e Tel Aviv, em 30 de setembro. O comandante foi atacado com uma faca pelo próprio co-piloto, que tentou derrubar a aeronave com 174 pessoas a bordo.
Mesmo machucado, Machchhar conseguiu abrir a porta da cabine durante a queda do Boeing 737 MAX 8. Isso permitiu a passageiros e tripulantes entrar e controlar o agressor e o avião.
Machchhar contou que se encontrava caído no chão da cabine quando percebeu que a aeronave estava em queda livre. “Eu disse a mim mesmo: apenas abra a porta. Apenas faça isso”, relatou.
Segundo o comandante, sua experiência como piloto fez com que ele compreendesse a gravidade da situação, mesmo estando ferido. O boeing chegou a perder cerca de 14 mil pés (4,3 mil metros) de altitude, em menos de 40 segundos.
Após ser estabilizada, a aeronave foi desviada para Tabuk, na Arábia Saudita, onde pousou em segurança. O incidente tem sido avaliado como atentado terrorista, devido ao fato de a maior parte dos passageiros ser israelense. O co-piloto é originário de Omã.
Machchhar recebeu atendimento médico e segue em recuperação. “Eu estava lutando pela minha própria vida, mas também sabia que não podia salvar a todos sozinho”, afirmou.
Ao relembrar o episódio, Machchhar se emocionou. Modi ouviu o relato e destacou a atuação corajosa do comandante, durante a emergência.




























