O drogômetro, novo aparelho que será usado nas blitzes da Lei Seca, poderá detectar substâncias psicoativas na saliva dos motoristas. A tecnologia, regulamentada pela Resolução 1.031/2026 do Contran, publicada em 18 de agosto de 2026, levantou dúvidas entre pessoas que usam medicamentos controlados à base de opioides, anfetaminas ou canabinoides.
Autoridades de trânsito brasileiras garantem que as novas regras não vão trazer prejuízos a motoristas que fazem uso de remédios, prescritos por um profissional da saúde. Seriam estes os de terapias contra a dor, que requer o uso de opioides, alguns estimulantes para tratamento do TDAH, além de derivados de anfetaminas e até remédios com canabinoides.
Em entrevista à BBC Brasil, o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, explica que a fiscalização não busca simplesmente encontrar pequenos vestígios de substâncias psicoativas. “O objetivo da nova resolução e de toda Lei Seca não é criar situações em que o cidadão pode ser punido caso faça uso regular dessas substâncias”.
O drogômetro
O dispositivo funciona por meio da coleta de saliva. O agente usa a ferramenta com uma esponja embebida em ácido cítrico, para estimular a salivação. A amostra identifica a presença de substâncias psicoativa em poucos minutos. O teste indica apenas a presença ou a ausência, sem medir a concentração exata no organismo.
O Inmetro aponta que o teste preliminar pode identificar diferentes drogas, tais como: Maconha (Δ⁹-THC e K2), Cocaína e Crack, Anfetaminas e Metanfetaminas, Opioides (como morfina e heroína), Ecstasy (MDMA), LSD e Cetamina.
A autuação não é automática. A simples detecção de vestígios não gera multa imediatamente. O agente deve comprovar a alteração da capacidade psicomotora do motorista. O teste busca diferenciar o uso terapêutico de remédios (quando prescritos, sem que afetem a direção), do abuso de entorpecentes.




























